quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Entrevista com o escritor Thiago Vilard no Ligados FM

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Saudações, leitores! Para estrearmos a nossa Coluna "Ligados Entrevista Literária", convidamos o romancista, dramaturgo e roteirista Thiago Vilard. Aos 29 anos de idade, é o autor dos livros "O Falso Profeta" (Editora Lua de Marfim) e "Por dinheiro, pela vida" (Editora Multifoco). Nascido no Rio de Janeiro, cidade onde reside, embora dividido com Belo Horizonte por causa de projetos, Vilard nos fala abertamente sobre o início de sua carreira literária até as suas pretensões futuras.

O autor Thiago Vilard

Ligados: Desde quando começou a escrever?

Thiago Vilard: Posso dizer que desde os meus oito anos de idade, que foi quando eu escrevi a minha primeira peça para a escola. A peça chamava-se "O Que Fizemos de Nossas Vidas", e era a história de quatro amigos que se reencontravam anos depois de separados e falavam sobre suas experiências e sobre o que tinha acontecido a cada um deles. Porém, essa peça só teve uma montagem grande em 1996, com direção de Luciana Victor, que, aliás, tinha sido minha professora de Artes Cênicas.

Ligados: Em que se baseia seu estilo literário?

Thiago Vilard: Baseia-se nas Relações Humanas, com estilo romanesco e folhetinesco. Minha escrita tem forte influência de Jorge Amado e de Sidney Sheldon.

Ligados: Quando surgiu o interesse pelo conteúdo abordado nas obras?

Thiago Vilard: "O Falso Profeta" surgiu quando me veio à mente que a história de um forasteiro que chegava a uma cidade dominada por um grupo de moradores, era muito interessante; me fazia ter vontade de escrever, de contar aquela trama. O "Por dinheiro, pela vida" surgiu de uma compilação de histórias que eu imaginava a cada vez que ia ao centro do Rio de Janeiro; reuni todos aqueles personagens que eu imaginava, com tramas paralelas, etc., montei na cabeça uma empresa que ficava no prédio do BNDES, uma disputa entre família envolvendo aquela empresa, e comecei a escrever, partindo da vilã da história.

Ligados: Quantos e quais livros já lançou?

Thiago Vilard: Já lancei dois. Um aqui no Brasil (Por dinheiro, pela vida), e o outro em Portugal (O Falso Profeta).

Ligados: Fale um pouco sobre as obras e/ou textos que já escreveu.

Thiago Vilard: Eu sou romancista, dramaturgo e roteirista de TV. Tenho uma paixão imensa pela escrita e pela Língua Portuguesa. Lembro do meu entusiasmo e alegria quando ganhei minha primeira máquina de escrever elétrica, uma Petit Eletronic, ainda criança. Minha prima havia comprado para mim em Paris. Eu passei a pegar o jornal O Globo, do qual minha mãe era assinante, lia as matérias e depois as reescrevia com as minhas palavras na máquina elétrica. Pena que a tinta da máquina durou pouco e mais tarde tive que comprar uma Olivetti 82, de maletinha. Guardo as duas máquinas até hoje, como se fossem relíquias. (risos) Depois comecei a me dedicar aos textos dramáticos, à criação ficcional. No teatro, já escrevi algumas peças, algumas encenadas, outras inéditas. Eu falo do teatro porque foi onde descobri verdadeiramente o meu fascínio por contar histórias. Depois vieram os dois romances. "O Falso Profeta" e o "Por dinheiro, pela vida". "O Falso Profeta", a princípio, eu havia escrito num caderno escolar. Possuo o original no caderno até hoje, parecendo um pergaminho. (risos) Anos depois, me dediquei também a aprender e escrever roteiros de TV e cinema.

Ligados: O seu romance "O Falso Profeta" foi publicado exclusivamente em Portugal. Por que optou por não publicá-lo no Brasil, e como você enxerga o mercado literário europeu?

Thiago Vilard: Na verdade a publicação de "O Falso Profeta" em Portugal aconteceu muito por um acaso. Eu fiquei sabendo que a editora de lá (Lua de Marfim) estava a procura de novos autores de Língua Portuguesa. Daí enviei o original, esperei a análise editorial por alguns meses, até que eles me sinalizaram com o “ok” para a publicação. Só sinto não ter podido comparecer ao lançamento, que se deu numa charmosa livraria de Lisboa. O meu livro é vendido em diversas cidades da Europa, mas vejo o mercado literário europeu com certa reserva. A Europa está em crise, e as pessoas tendem a deixar os livros em segundo plano, a depender da condição financeira. Isso afeta diretamente editores, autores, leitores e até mesmo o mercado publicitário. Ainda no caso de "O Falso Profeta", houve uma feliz coincidência: o livro é de época e optei por usar uma linguagem mais rebuscada, com pronomes e conjugações verbais típicas de Português de Portugal. Mas foi coincidência mesmo. Eu jamais poderia imaginar que um dia o meu livro fosse parar em terras lusitanas.

Ligados: Qual o reconhecimento do público em geral, sobre seus livros?

Thiago Vilard: Até agora tenho notado que o público se interessa pelos meus livros depois de ler as sinopses, isso é muito bom, porque é assim que acontece no dia-a-dia. Se você encontra um amigo na rua, por exemplo, e quer contar uma história para ele, você precisa convencê-lo de que tem uma boa história pra contar. Isso você faz nos primeiros segundos de conversa; a depender, o amigo vai parar para ouvir a sua história ou não. É mais ou menos isso que as sinopses dos romances tentam fazer. Tentam convencer o leitor de que você tem uma boa história para contar. Os meus livros têm feito isso com o público. E os que leram até agora, me falam muito bem deles. Gostaram realmente.

Ligados: Já recebeu críticas? Se sim, elas o ajudaram a crescer como autor?

Thiago Vilard: Digo que a única crítica que recebi foi de uma amiga muito querida, que leu o "Por dinheiro, pela vida" e não gostou que não houve punição para alguns personagens; e também porque matei a personagem que ela mais gostava. (risos) “Crítica oficial” ainda não recebi nenhuma. E para falar a verdade, se a gente for se ligar muito nas críticas, a gente não escreve nada. Nem sai de casa. (risos)

Ligados: Quais as suas pretensões para o futuro?

Thiago Vilard: Continuar a escrever os meus romances, me dedicar ao meu grupo de teatro em Belo Horizonte, escrever minhas peças como dramaturgo, e também fazer algum trabalho para a TV. Mas o que fiz até agora já me deixou bastante satisfeito. Do futuro, Deus se encarrega, amém.

Ligados: Possui algum projeto em andamento?

Thiago Vilard: Sim. Estou escrevendo o meu terceiro romance, já tenho 60 páginas escritas e ainda muita história pela frente. Vou entregá-la para o meu editor aqui no Brasil até o fim deste ano, assim espero. Depois devo escrever outro romance para ser publicado em Portugal. Fora isso, estou com uma peça para inscrição na Rouanet, depois para a captação, com excelentes atores, atrizes e diretor confirmados no projeto. O grupo de teatro do qual sou responsável em Belo Horizonte também vai estrear uma peça este ano, com dramaturgia escrita por mim. Também filmaremos um roteiro de um curta de minha autoria. E outros projetos mais secretos... (risos)

Ligados: Qual a dica que você deixa para quem está começando?

Thiago Vilard: Insistir e não deixar de acreditar que tudo é possível quando se tem fé e determinação. Acho que quando somos fiéis aos nossos sonhos, automaticamente eles são fiéis a nós também, e acabam por tornar-se realidade.

Perguntas Rápidas: 
Um Autor (a): Jorge Amado.
Um Ator (Atriz): Marly Bueno.
Um Site: JB FM
Uma Música: That’s Whate Friends Are For, da Diva Dionne Warwick.
Um Filme: Um Sonho de Liberdade, do genial Frank Darabont.

Links com o seu material:
Facebook: Thiago Vilard
Como adquirir suas obras nas lojas virtuais: Pelos sites da Editora Multifoco, Livraria Cultura, Livraria Leitura

Ligados: Agradecemos pela simpatia e presteza nas respostas. Um grande abraço e sucesso. Você deseja encerrar com mais algum comentário? 

Thiago Vilard: Quero agradecer a você e a todos os parceiros do Blog pela oportunidade inestimável de estar aqui, concedendo esta entrevista. Obrigado.


Autor: Thiago Jefferson - Criação: 23/03/2012 - Objetivo: www.ligadosfm.com

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