terça-feira, 17 de abril de 2012

Entrevista com Thiago Jefferson, autor de Suspeitas de um mistério

Saudações, amigos! Hoje quero compartilhar com vocês uma entrevista que cedi ao Blog Escrivonauta, que explora a fundo o universo da escrita. Espero que gostem.

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Confira a entrevista com Thiago Jefferson dos Santos Galdino, autor do livro Suspeitas de um Mistérios. Conheça o processo de criação desse suspense publicado por esse jovem escritor.


1-Parte da história de Suspeitas de um Mistério se passa em uma fazenda no Brasil, mas depois existem passagens nos EUA. Como foi trabalhar com esses dois ambientes de culturas diferentes?

Foi muito divertido para mim, pois acabei conhecendo algumas questões sociais, culturais e geográficas dos Estados Unidos sem realmente ter visitado o país, apenas através de pesquisas e estudos. A primeira estância da história se passa em uma fazenda com produção de bananas do tipo prata comum, e esse detalhe já sugere que a localização se dá na região nordeste, que possui a maior produtividade do Brasil. Essa parte foi a mais fácil de escrever, pois conheço pessoalmente várias fazendas com a mesma finalidade, e pude acrescentar maior riqueza de detalhes ao descrevê-las no livro.

O fato de uma personagem principal ter sofrido um acidente que necessitava de uma cirurgia na gengiva, que só poderia ser feita em Boston (EUA) pela falta de médicos especializados no Brasil e, a não exportação de remédio apropriado foi peça fundamental para o desfecho da trama. Pesquisei então: os nomes dos principais aeroportos internacionais; as classes sociais abrangentes; a arquitetura dos bairros americanos onde parte da história se passaria; questões comportamentais e políticas, etc.

2-Você usa seu blog para divulgar seu livro, por meio de resenhas e entrevistas. Como é o retorno o público? Há críticas construtivas que podem ajudar você a melhorar aspectos de sua escrita em obras próximas?

Devo boa parte da repercussão que o meu livro tem hoje ao Blog. Desde sempre eu acreditei que para conseguir chamar a atenção de um público eu deveria fazer com que este tomasse conhecimento do meu livro e nada melhor do que mostrar para as pessoas matérias a respeito do meu trabalho. Certamente tem funcionado, ganhei alguns leitores e simpatizantes, que também divulgam, comentam, opinam e ainda me fazem perguntas pessoais que eles têm curiosidade de saber. Acho incrível esse retorno e essa troca de informações e idéias. De certo modo é gratificante, e tenho absoluta certeza de que sem essa legião eu não seria nada.

Todo escritor já recebeu críticas, sejam elas positivas ou negativas; faz parte do ofício. Comigo não seria diferente e , freqüentemente , leitores e amigos dão alguma opinião a respeito do meu trabalho, elas são sempre bem vindas para o processo de evolução. No entanto, um amigo já dizia “Nem toda crítica é um ótimo conselho. Que pese sempre o bom senso!”.

3- Qual processo (criação, edição, diagramação) na produção de seu livro demorou mais tempo?

Com certeza este primeiro passo foi o mais demorado, pois tive um longo trabalho de criação de personagens, de cenários, de diálogos e enredo, que tiveram de ser escritos visando o público-alvo, que é o leitor Infanto-Juvenil. Acredito que eu tenha levado um ano e meio para escrevê-lo, sem contar as pausas que tive que dar a favor dos estudos escolares vez ou outra.

Os demais processos (Edição, Diagramação e Capa) foram feitos pela Editora em cerca de três meses apenas, os quais receberam a minha aprovação antes do envio à gráfica para impressão.

4-Como foi a busca por editoras? Você publicou pela Dimensões Ficção que é um selo da Editora Multifoco, há alguma diferença em ter o livro publicado por um Selo?

Após concluir, revisar e registrar o livro no Escritório de Direitos Autorais, criei uma tabela com uma lista de várias editoras que publicam livros do mesmo gênero e segmento que o meu se encaixava (suspense). Feito isso, separei-as por porte (pequenas, médias e grandes) e comecei a seleção, para não correr o risco de estar perdendo tempo e dinheiro (gastos com impressão e postagem) enviando o meu texto para editoras interessadas em outros conteúdos. Tive a felicidade de conseguir um contrato de publicação logo na primeira tentativa, o que me deixou entusiasmado a me dedicar à literatura.

Acredito que só há diferença mesmo para as editoras, que encontraram uma maneira de publicar livros mais baratos de autores inéditos e/ou desconhecidos, com investimento de obras de qualidade separadas por assuntos. Os selos atendem a uma lógica apenas interna, pelo menos essa é a minha opinião.

5- Como você avalia a importância de concursos e projetos como “Um poema em cada árvore” que você participou em Governador Valadares (MG) para o incentivo da escrita e da leitura?

Em um país que valoriza muito pouco a cultura e menos ainda a Literatura, projetos de incentivo à escrita e leitura são essenciais e de prioridade máxima. Infelizmente os nossos representantes estão mais ocupados com a busca de lucros do que com educação de qualidade; sabemos que ativistas culturais têm feito o trabalho que deveria ser do governo, mas sem ajuda fica difícil atingir os objetivos.

Costumo participar desse tipo de projeto para construir alternativas que proporcione acesso direto da população, no geral, à produção literária, fazendo com que ela se interesse pela arte, escrita e leitura. Devemos pensar na necessidade de promoção das ações culturais como forma de vencer as dificuldades impostas.


Matéria por: Lydia Rodrigues

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